DISCLOSURE DAY VS CLOSE ENCOUNTERS - SEXTO ATO

ADRIANO128

Arrebatar das Luzes!

Segunda Parte (primeira metade)

Voltar a falar sobre Steven Spielberg, não apenas como cineasta da real 'sétima arte', mas como alguém que utiliza e utilizou sempre a Câmara de Filmar de uma forma perspicaz, e quase sempre colocada no sítio certo do momento acertado com o 'Espaço-Tempo', adjetivando-o como um verdadeiro Físico da reestruturada 7a. Arte, nem sempre com finais felizes ou encantadores... O mesmo que dizer, havia a necessidade cada vez mais permente de estabelecer a 'narrativa aberta' como prenúncio de um cinema cada vez mais inteletual, crítico e autocrítico, dando ao espetador a possibilidade... eu até iria mais longe: convidando o próprio espetador a tecer um final para aquele filme.

Mas, posto isto, não é o que se passa neste filme, que apela à Fé e à Esperança, de uma Sétima Arte cada vez mais redimida aos excessos das novas tecnologias digitais e munidas de inteligência artificial, que a têm asfixiado, sobretudo neste século XXI concorrente e decorrente!!
No entanto, este "Disclosure Day", nunca deixará de ser um tema recorrente, encarcerado num Mundo ou Sistema cada vez mais desprovido de "Amor Ao Próximo" e destituído de Acreditação 'nele/neste/naquele', em que o Fator Humano está cada vez mais subjugado às novas tendências psico-sócio-tecnológicas, do tipo 'Era Uma Vez... O Homem!!'

Entretanto, este genial, mas não perfeito, cineasta, deixara de ser Steven, para ser hiperbolizado no seu sobrenome 'Spielberg', como se de uma corrente doutrinaria se tratasse, mas nunca intencionada/intervencionada por ele... porque ele, na sua essência, é bem mais simples/casual do que isso.
Entretanto, a sua genialidade encontra-se, simplesmente, ao longo das suas décadas, numa 'fórmula' apenas, porque a 'substância' ou a 'matéria prima' sempre existira: de usar o cinema como instrumento válido, para fazer 'sarar' as feridas da realidade 'pós-nazi', no sentido do verdadeiro Semitismo, como tão bem, o de usar a 'Obsessão' como sintoma de um trauma recalcado e, por sua vez, da 'Revelação' desse 'leitmotif' como porta de saída...

Mediante tudo isto, somos repescados como meros telespetadores, para a 'catarse' desta Obra-Prima (apenas mais uma de 'Spielberg') em que a Margaret e o Daniel são finalmente resgatados daquele 'comboio' em movimento, como se de um 'clássico' se tratasse; a própria recorrência do 'cinema' (mas, não é um 'déja-vu')... resgatados por um grupo de funcionários da desdita em jeito de incógnita 'Wardex', que se tornariam denunciantes: o líder do grupo, Hugo Wakefield (ator Colman Domingo), também ele desertor, já colaborando com o já denunciado Daniel, abriga-os num 'galpão' (pavilhão), onde fora construído uma réplica exata, reparem bem... da casa de infância de Margaret, como incentivo ao resgate de 'memórias reprimidas', direta ou indiretamente ligadas a este fenómeno 'extrasensorial'; e eis que ressurgira a 'recordação', de que ela e Daniel foram abduzidos (efeito de abdução) na sua outrora infância e tendo sido sujeitos a 'experimentações'... agora, Margaret, descobrira que os animais incomuns, mas versatilizados da natureza local terrestre, que foram surgindo ao longo das suas vivências eram, na verdade, alienígenas disfarçados por estas formas inofensivas... Mas, será mesmo, para observá-los melhor?!

Até à segunda metade desta segunda parte, deste sexto ato, como se, de pautas para piano se tratasse.

Dr. Adriano J. M. Ferreira - Sócio da Associação de Astronomia "Alpha Centauri"