ERROS MONUMENTAIS ELEVAM PREÇO DA ESCOLA EUGÉNIO DE CASTRO

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A Câmara Municipal de Coimbra concluiu com sucesso a primeira fase do seu mais recente programa de redistribuição de riqueza pública, disfarçado de empreitada de requalificação da Escola Básica Eugénio de Castro.

De acordo com os últimos dados oficiais consultados pelo O Ponney, o custo da reestruturação do estabelecimento de ensino — inicialmente orçamentado na modesta quantia de 10,4 milhões de euros — atingiu já o tecto histórico dos 12,6 milhões de euros, após uma sucessão de descobertas surpreendentes sobre as leis da gravidade e da geometria.

O processo de inflação orçamental teve início logo na fase de concurso público, quando a autarquia se viu na obrigação legal de injetar mais 86.474,96 euros (mais IVA, para não enfurecer o Fisco) devido a "erros e omissões" no projeto inicial. Fontes ligadas ao executivo garantem que o esquecimento de detalhes estruturais na planta foi uma estratégia deliberada para testar a capacidade de improviso dos engenheiros locais.

A Geologia Surpreendente do Solo Conimbricense

A investigação jornalística de O Ponney apurou que o encargo para o erário público sofreu um novo impulso técnico quando os especialistas contratados descobriram, com compreensível espanto, que a Escola Eugénio de Castro está assente sobre terra e não sobre uma plataforma flutuante. Esta revelação inesperada obrigou à aprovação urgente de um aditamento de 391 mil euros para "estabilização geotécnica", uma operação destinada a impedir que os blocos de aulas iniciassem uma descida espontânea em direção ao rio Mondego.

O aumento progressivo dos custos mereceu uma resolução célere por parte do município, que decidiu combater o desperdício de fundos dividindo a obra em duas fases e fixando o prazo final de conclusão para o corrente mês de Julho. A medida visa garantir que os 9,7 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) sejam integralmente gastos antes que a União Europeia envie inspetores equipados com fitas métricas funcionais.

Garantias para o Futuro

Questionados sobre o risco de novos desvios financeiros até ao encerramento administrativo do processo, responsáveis autárquicos asseguraram que o orçamento está agora "completamente blindado", restando apenas apurar se o projeto original incluiu as portas nos edifícios ou se a instalação das mesmas exigirá a abertura de um novo concurso para "omissões de passagem".

A comunidade escolar aguarda agora com expectativa a inauguração das salas de aula, cuja proporção de custo por metro quadrado coloca as instalações ao nível dos melhores casinos do Estoril, embora com a promessa de que a escola continuará a funcionar com os modelos do século XIX - na boa tradição de Portugal.

 

JAG

17-07-2026