DISCLOSURE DAY vs. CLOSE ENCOUNTERS - QUARTO ATO: "O FULMINAR DAS LUZES"

ADRIANO120

 

Dois filmes opostos pelo Tempo, mas que tendem a fundir-se no mesmo Espaço: Planeta Terra, a nossa casa, cheia de memórias, recordações e contradições... e a atriz Emily Blunt na sua personagem Margaret Fairchild, como meteorologista numa estação de televisão de Kansas City (estado americano do Missouri), a quem um simples pássaro vermelho, que lhe entrara pela janela adentro, em mais um dia 'por acaso' ou com 'caso', lhe mudara a vida por completo... até que em plena transmissão, mais uma, num mundo cada vez mais alterado pelo Clima Atmosférico e Humano, reparem... vai perdendo a fala, o verdadeiro sentido de comunicar, e passa a emitir uns sons imperceptíveis, sendo bem visível o esforço desempenhado pelo seu pescoço... "Não Estamos Sós"!

Todos nós somos imbuídos de pequenas intenções, ou até maiores do que o usual, muitas das quais incompreendidas, mas não se trata de um 'déja vu'!! E vão dois pontos de exclamação.

Até poderia ser o desfecho de um 'quinteto', a quem o Tempo foi colocando em "puzzle spielbergiano", por ordem crescente: "E.T. - The Extraterrestrial" (1982), que seria o lado ancestral do "A.I. - Artificial Intelligence" (2001); "War Of The Worlds" (2005), como ponte para uma paz pós-apocalíptica; e em jeito de catarse, para lá do som e das luzes humanas, a fusão destes dois filmes num só, por consistência do segundo: "Close Encounters of the Third Kind" (1977) versatilizado no "Disclosure Day" (2026), ou por outras palavras, em tudo aquilo que faltava dizer, aprimorar, desde o ido ano de 1977 até o ciclo se fechar... e mais uma vez, a presença ou a ausência da família demarca o 'aproximar-nos' ou o 'afastar-nos' da existência de Deus, para uma compreensão melhor da nossa espiritualidade perante o 'desdito' Desconhecido. E neste último filme, até aparecem duas figuras paternais sob a forma de dois 'anjos da guarda', de carne e osso, cujos nomes são: Hugo (ator negro Colman Domingo) e Noah (ator branco Colin Firth); será que o 'xadrez' da proeminência humana manifestara-se em detrimento do 'vermelho' e 'amarelo'?!

No entanto, esta última 'cor', o amarelo, tem-se vindo a manifestar como "fábrica encantada de uma cada vez mais fragmentada/degradada "Economia de Mercado"... ambos detém no seu olhar (os supracitados anjos da guarda) a personagem Daniel Kellner (ator Josh O'Connor), que roubara uma série de ficheiros confidenciais, de uma empresa de segurança, com ligação às mais altas instâncias do governo norte-americano.

Entretanto... enquanto em "Encontros Imediatos do Terceiro Grau" as personagens Roy e Gillian tornam-se, em jeito de catarse, espetadores emocionalmente rendidos a todo um espetáculo de Luzes multicolores, a mostrarem o que de melhor viria aí, muito para além da então badalada 'Technicolor'!!!

Já, neste mais recente filme, Hugo tal como Daniel, o dissidente, querem ir mais além e revelar o que ficou escondido; convencidos de que o 'mundo' merece saber mais e que as pessoas compreenderão o porquê. Mas, estará mesmo, nas mãos humanas saberem o porquê de tudo o que não conhecemos?!

Uma coisa é certa, segundo a crítica internacional, o realizador e escritor deste último seu filme, Steven Spielberg, expõe o que mais falta faz nos nossos dias: abertura e empatia, como capacidade psíquica e emocional de compreender, partilhar e saber colocar-se no lugar dos sentimentos, perspetivas e motivações das outras pessoas, a ponto de se estabelecer a conexão humana necessária ao sentido de altruísmo e, por sua vez, como melhora dos relacionamentos de todos nós; mas para que tudo isto surta efeito é imprescindível fazer-se co-habitar duas qualidades do fruto do espírito: Fé e Esperança.

Até ao Quinto Ato desta temática, já este quarto ato será publicado em Memória da minha Mãe Agripina Pereira Miranda, que partiu recentemente deste mundo, com uma esperança bíblica de vida eterna.

Dr. Adriano J. M. Ferreira - Sócio da Associação de Astronomia "Alpha Centauri"