E depois…

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E depois do António Barreto, assistimos a isto...

"Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra no Algarve, reagiu ao défice elevado que se estima de 7,1%. Nota que, ainda assim, as previsões são melhores do que algumas estimativas internacionais:

- Apesar de tudo, se for 7,1%, fica muito aquém das previsões estrangeiras que apontavam para mais de 9%, entre 9 e 10%. Mas já se percebeu isso quando se olhou para o Orçamento Suplementar e se percebeu que tinha havido naturalmente menor montante de receitas e muito mais despesas."

Isto não é um Presidente da República. Isto é um avençado do Governo. Este discurso poderia ter sido dito por qualquer ministro socialista. E até seria aceitável. Não por um Presidente.

Quando num país desaparece esta equidade, neutralidade face ao Governo, quando um Presidente prefere adormecer o povo, do que cuidar dele. Quando um Presidente encara a sua missão como a de uma avó que só vê qualidades no neto, enfartando-o de açúcares  (leia-se Governo), está a boicotar todo o esforço dos pais (nós, os portugueses) de civilizar e preparar o país para medrar.

Está a prepará-lo para outra coisa. É só trocar a terceira pela quarta letra do dito verbo transitivo.

Nota - O que o senhor presidente não quis esclarecer, foi que as previsões de 9%, são-no para o caso de se verificar um cenário em que Portugal seja atingido por uma segunda vaga da pandemia no último trimestre do ano, e se o governo tiver que reforçar os apoios às famílias e às empresas num quadro de fraca procura interna e externa. No geral as previsões rondam os 7,4%.

O que o senhor presidente não quis esclarecer é que os dados são já superiores aos 6,9% do governo.

Rita Verdelho