Lenda da Cindazunda

Cindazunda8.jpg

Após ter destruído Conímbriga, Ataces, rei dos Alanos, dedicou-se à fundação de uma nova cidade na margem direita do rio Mondego. Estava Ataces embrenhado a dirigir a edificação dessa nova Coimbra, no local da romana Aeminium, quando surgiu o rei suevo Hermenerico com o seu exército, sedento de vingança pelas derrotas sofridas. Tão sangrento foi o combate entre os dois exércitos que as águas do Mondego se tingiram de vermelho.
Hermenerico é forçado a retirar-se para norte, mas Ataces foi em sua perseguição e o rei suevo vê-se obrigado a capitular. Oferece a Ataces a mão da sua filha, a bela princesa Cindazunda, que desde logo se enamorou perante a beleza da jovem.
Regressados a Coimbra para os esponsais, o rei dos Alanos decide perpetuar o seu casamento dando a Coimbra um brasão comemorativo do acontecimento.
Nele, a princesa Cindazunda surge coroada de uma taça que simboliza o seu casamento com Ataces. Ladeiam a taça um leão, timbre de Ataces e um dragão, timbre de Hermenerico.

O Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, como é uma pessoa de bom "gosto" e descontente com o brazão decidiu colocar na Avenida Fernão de Magalhães um verdadeiro mamarracho, desculpem "monumento" à Cindazunda,