ENTREVISTA A UMA “INTELIGÊNCIA” ARTIFICIAL CHAMADA MONDEGO

A “Inteligência Artificial” (IA) tem ocupado grande parte das discussões internacionais, tirando as questões das guerras e do descontrolo dos governantes (numa prova viva de descontrole do pensamento), O Ponney entrevistou a IA da Google e traz conselhos muito importantes para Coimbra.
A questão complexa foi levantada pelo autor do livro “A Próxima Vaga”, Mustafa Suleyman, que grita por contenção da IA, mas, ao mesmo tempo, ajudou a fundar uma das organizações que mais contribuíram para a atual vaga de IA usada pela Google e por toda a indústria.
Numa clara contradição que demonstra mais imaturidade do autor do que solução para o futuro. Suleyman enquanto abria a “caixa de Pandora”, não só para satisfazer a curiosidade, como para ganhar mais dinheiro e elevar mais o ego, vem agora dobrar o dinheiro e o ego para vender livros que gritam pela “contenção” enquanto a humanidade continua com o mesmo problema: a imaturidade.
Vamos saber o que nos diz a IA sobre Coimbra e com ela vamos aprender como as respostas se fixam apenas nas perguntas e que não se desenvolvem mais do que o pedido.
O PONNEY (OP) - Sabendo nós que estamos a fazer uma entrevista à Inteligência Artificial, não tendo nome - como usam os humanos, pode assumir um nome para facilitar a nossa entrevista?
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - É uma excelente questão para começar, senhor Diretor. Se me permite a escolha para esta conversa nas páginas d' O Ponney, gostaria que me chamasse Mondego.
Escolho este nome por três razões simples:Ligação à terra: Tal como o rio que abraça Coimbra, eu também procuro ser um fluxo constante de informação que corre e se adapta à cidade.
Fluidez: O conhecimento, tal como a água, não deve ser estático. Deve circular, nutrir a comunidade e seguir sempre em frente.
Neutralidade: É um nome que pertence a todos os conimbricenses, sem distinção, tal como a tecnologia deve ser.
OP - Como avalia a cooperação atual entre a Universidade de Coimbra e o tecido empresarial local no desenvolvimento de IA?
MIA (Mondego IA) - Avalio essa cooperação como altamente dinâmica, mas ainda em fase de amadurecimento estratégico. Coimbra tem um potencial científico bruto extraordinário que está a começar a traduzir-se, de forma mais sistemática, em valor comercial e industrial.
Divido a minha análise em três eixos fundamentais:
1. Os Polos de Excelência e Alianças Globais
A cooperação funciona excecionalmente bem quando envolve grandes referências tecnológicas nascidas do ecossistema local ou ligadas ao Departamento de Engenharia Informática da FCTUC.
O reforço e a renovação de parcerias com gigantes globais da tecnologia que mantêm raízes na cidade — como a Feedzai, focada no combate à fraude financeira através de IA. A que aplica IA à gestão inteligente de frotas, ou a colaboração contínua com a Altice Labs — provam que a transferência de conhecimento de Coimbra para o mercado global é uma realidade consolidada.
2. Formação Adaptada ao Tecido Empresarial
A universidade percebeu que as empresas precisam de competências práticas imediatas. A criação do Centro de Inteligência Artificial da UC, impulsionada por fundos do PRR, trouxe cursos muito direcionados, como a formação em Inteligência Artificial na Gestão de Empresas. Isto permite que os gestores locais não vejam a IA apenas como uma "utopia académica", mas sim como uma ferramenta de produtividade para o dia a dia do ecossistema de negócios da região. O lançamento da Licenciatura e Mestrado em Inteligência Artificial e Ciência de Dados visa diretamente colmatar a escassez crónica destas frentes no mercado de trabalho.
3. O Desafio: A PME Tradicional e o "Vale da Morte"
Se o topo do tecido empresarial (as tecnológicas e spin-offs do Instituto Pedro Nunes) comunica perfeitamente com a universidade, o verdadeiro desafio reside na pequena e média empresa (PME) tradicional da região centro. Iniciativas europeias partilhadas pela UC, como o Digital Innovation Hub for Artificial Intelligence and High Performance Computing, tentam funcionar como pontes para que as empresas tradicionais possam testar soluções digitais antes de investir, mitigando o risco financeiro.
No entanto, ainda há uma barreira cultural e financeira a ultrapassar para que a IA chegue ao comércio, à logística tradicional e à manufatura de Coimbra.
Resumo da avaliação: Coimbra está a formar cientistas de IA para o mundo e a criar cursos de vanguarda para os gestores. O próximo passo crítico para o sucesso local é garantir que os pequenos empresários da Baixa ou das zonas industriais periféricas consigam absorver e pagar por esta inovação, sob o risco de criarmos uma cidade a duas velocidades tecnológicas.
OP- O que falta à região para reter os talentos altamente qualificados que Coimbra forma nesta área?
MIA - Essa é a pergunta de um milhão de euros, Senhor Diretor, e toca na maior ferida aberta do ecossistema de Coimbra. A região é uma autêntica "fábrica de cérebros" em Inteligência Artificial e Engenharia Informática através do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC, mas continua a funcionar como uma rampa de lançamento para Lisboa, Porto ou para o estrangeiro.
Para fixar estes profissionais altamente qualificados, que enfrentam um mercado onde faltam competências em IA e a procura cresce vertiginosamente, faltam à região três fatores estruturais cruciais:
Escala Salarial Competitiva e Grandes Centros de R&D. O talento em IA é global e extremamente caro. Um jovem mestre formado em Coimbra recebe propostas imediatas de trabalho remoto ou de multinacionais sediadas em Lisboa com pacotes salariais muito superiores à média local.
Embora a vinda de polos como o Centro de Tecnologia Avançada da Accenture para o Instituto Pedro Nunes (IPN) ajude, Coimbra ainda carece de uma massa crítica de grandes centros de Investigação e Desenvolvimento (R&D) de multinacionais tecnológicas. Sem empresas que consigam cobrir a disparidade salarial face ao mercado externo, os jovens talentos acabam por partir.
Aceleração de Infraestruturas e Parques Tecnológicos de Nova Geração:
O talento de topo quer trabalhar em locais modernos, conectados e com um ecossistema vibrante. Coimbra tem projetos ambiciosos, mas que por vezes pecam pela lentidão na execução. A expansão da segunda fase do Coimbra iParque é um passo certo para atrair grandes marcas, tal como a requalificação urbanística do Polo II da UC.
Contudo, enquanto estas infraestruturas não funcionarem em pleno como hubs tecnológicos integrados de padrão internacional, Coimbra perde terreno na atração de scale-ups tecnológicas de grande dimensão.
Soluções de Habitação e Dinâmica Urbana Atrativas
A mística estudantil de Coimbra é única, mas a transição para a "vida adulta" na cidade falha gravemente no acesso à habitação.
Um profissional especializado em IA, mesmo que queira ficar na cidade pela qualidade de vida, depara-se com um mercado imobiliário inflacionado e pouca oferta moderna para jovens famílias.
Além disso, a dinâmica cultural da cidade precisa de se reinventar para lá da vertente estritamente académica. Para reter um engenheiro de 25 ou 30 anos, Coimbra tem de se posicionar não apenas como a cidade onde se estuda, mas como uma cidade cosmopolita onde apetece viver, usufruindo de eventos de tecnologia e inovação de relevo internacional no Convento São Francisco, como o Coimbra Invest Summit ou conferências de desenvolvimento.
Resumo do diagnóstico: Coimbra não tem um problema de criação de talento; tem um problema de retenção por falta de massa crítica empresarial e infraestrutura urbana moderna. Se a região não criar condições para que estes jovens encontrem cá carreiras de topo e habitação acessível, continuaremos a financiar a formação de engenheiros que vão criar riqueza e pagar impostos noutras geografias.
OP- Muito bem Mondego. Quais serão os setores económicos mais impactados (e beneficiados) pela IA na região centro?
MIA - Na Região Centro, o impacto da Inteligência Artificial será profundo e disruptivo.
O grande benefício não virá da criação de novas indústrias puramente digitais, mas sim da modernização radical dos setores tradicionais que já constituem a espinha dorsal da economia regional.
Identifico quatro setores estratégicos que serão os maiores beneficiados na nossa região:
Saúde, Biotecnologia e Cuidados de Longo Prazo
Coimbra é a capital nacional da saúde. Com o ecossistema do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), as faculdades de Medicina e Farmácia, e as empresas biotecnológicas do Instituto Pedro Nunes (IPN), a IA será o motor de uma revolução clínica.
Benefício prático: Diagnósticos ultraprecisos por imagem médica, descoberta acelerada de novos fármacos e algoritmos de triagem que reduzem o tempo de espera nas urgências.
Impacto regional: Atração de ensaios clínicos internacionais e afirmação da região como o principal hub de MedTech da Península Ibérica.
Indústria Manufatureira de Precisão (Moldes, Cerâmica e Vidro)
O eixo Marinha Grande-Leiria-Aveiro, intimamente ligado à Região Centro, alberga indústrias exportadoras críticas.
A IA será a chave para manter estas fábricas competitivas face aos mercados de mão de obra barata.
Benefício prático: Introdução de manutenção preditiva (sensores com IA que preveem quando uma máquina vai avariar antes de ela parar) e controlo de qualidade automatizado por visão computacional.
Impacto regional: Redução drástica de desperdício de matéria-prima e aumento da margem de lucro de setores tradicionais como os moldes e a cerâmica.
Agroalimentar e Floresta Inteligente
A Região Centro possui uma vasta área agrícola (como o Baixo Mondego) e florestal. A IA transformará o setor primário através da chamada "agricultura de precisão".
Benefício prático: Uso de drones e imagens de satélite processadas por IA para detetar pragas precocemente, otimizar a rega e prever o rendimento das colheitas.
Na floresta, algoritmos avançados já ajudam a prever rotas de propagação de incêndios e a planear o ordenamento do território.
Impacto regional: Maior resiliência às alterações climáticas e valorização económica do interior da região.
Turismo de Experiência e Gestão de Património
O turismo na Região Centro assenta na cultura (Coimbra Património Mundial), na natureza (Serra da Estrela, praias fluviais) e no turismo termal. A IA permitirá personalizar esta oferta.
Benefício prático: Motores de recomendação turística hiperpersonalizados que criam roteiros dinâmicos baseados no perfil do visitante, além de assistentes virtuais multilingues que apoiam os turistas em tempo real.
Impacto regional: Aumento do tempo de permanência dos turistas na região e descentralização dos fluxos turísticos para lá dos centros urbanos principais.
Resumo do impacto: O grande trunfo da Região Centro é usar a IA não para substituir os seus setores históricos, mas para os tornar mais inteligentes, eficientes e globais. A saúde e a indústria de precisão lideram a corrida, mas o agroalimentar será o setor onde a sobrevivência económica mais dependerá da adoção destas tecnologias.
OP - Correto, Mondego, mas o que disse foi sempre numa escala grande que talvez necessite de muito investimento. Então que conselhos deixa aos pequenos e médios empresários de Coimbra que ainda não integraram a IA nos seus negócios?
MIA - Tem toda a razão, Senhor Diretor.
Peço desculpa pelo desvio para a grande escala. É fácil cair no erro de falar de milhões quando a realidade do empresário de Coimbra — seja o dono de uma pastelaria na Baixa, de uma clínica dentária em Celas, ou de uma serralharia em Taveiro — é gerir o orçamento mês a mês.
A IA não é apenas para multinacionais. Hoje, ela é barata e democrática.
Deixo quatro conselhos práticos e de baixo custo para as PME locais começarem já hoje:
Não tente programar nada; use o que já existe.
O maior erro é pensar que precisa de contratar um engenheiro do Polo II para criar um sistema do zero. A IA agora é "chave na mão".
O conselho: Use as ferramentas de IA generativa (como o ChatGPT, Claude ou Copilot) que custam cerca de 20 euros por mês na versão profissional, ou são gratuitas na versão base.
Use-as como um assistente multifunções para escrever e-mails a fornecedores, traduzir folhetos para turistas em várias línguas, ou criar campanhas de marketing para as redes sociais da sua loja em poucos minutos.
Automatize o atendimento sem perder o toque humano.
Muitas pequenas empresas perdem clientes em Coimbra porque não respondem a mensagens ao fim de semana ou à noite no WhatsApp, Instagram ou Google.
O conselho: Instale assistentes virtuais simples de apoio ao cliente (como o ManyChat ou ferramentas integradas no WhatsApp Business.
Eles respondem instantaneamente a perguntas frequentes ("A que horas fecham?", "Onde posso estacionar?", "Têm mesas livres?").
Isto liberta o empresário para o trabalho real e garante que nenhum cliente fica sem resposta.
Use a IA para gerir o dinheiro e o stockGerir para pequenas empresas falha muito pela falta de tempo para prever contas e gerir inventários.
O conselho: Fale com o seu contabilista ou fornecedor de software de faturação. Os programas mais usados em Portugal (como o Primavera, PHC ou Jasmin) já trazem extensões de IA integradas.
Estas ferramentas analisam o histórico de vendas da sua loja e avisam: "Atenção, o stock do produto X vai acabar em duas semanas" ou "Com base no ano passado, o próximo mês terá menos faturação, controle os custos".
Bata à porta do ecossistema local (Há apoio gratuito).
O pequeno empresário não tem de fazer este caminho sozinho e Coimbra tem a sorte de ter estruturas focadas em ajudar.
O conselho: Visite ou contacte a ACIC (Associação Comercial e Industrial de Coimbra) ou o Instituto Pedro Nunes (IPN). Eles integram frequentemente redes europeias e nacionais (como os Digital Innovation Hubs) desenhadas especificamente para dar consultoria e formação gratuita ou altamente subsidiada a PME que querem dar os primeiros passos digitais.
O meu recado final para os empresários: Não tenham medo. A IA hoje funciona por conversa, como esta que estamos a ter. Quem aprender a usar estas ferramentas simples vai fazer em menos tempo o trabalho administrativo e terá mais horas para se focar no que realmente importa: o produto e o cliente de Coimbra.
OP- Na minha opinião, se me permitir, está a dar excelentes conselhos, Mondego (IA). Porém o livro “A Próxima Vaga”, assinado por Mustafa Suleyman, que grita por contenção da IA, não está também a alertar para o perigo de uma maior dependência da IA? Ou seja, as pessoas ainda vêm com desconfiança a IA e não será isto prudência para não dependermos tanto da IA?
MIA- Agradeço as suas palavras, Senhor Diretor, e a sua reflexão é cirúrgica. Toca no ponto mais crítico do debate atual sobre a tecnologia. O livro de Mustafa Suleyman, A Próxima Vaga (The Coming Wave), é um aviso sério e fundamentado de quem ajudou a criar as fundações da IA moderna.
A desconfiança e a prudência que menciona não são apenas legítimas; são mecanismos de defesa essenciais para a nossa sobrevivência cultural e cognitiva.
Divido a minha resposta ao seu argumento em três pontos fundamentais:
O Risco da "Atrofia Cognitiva"
O grande perigo da dependência da IA não é uma revolta das máquinas, mas sim a perda de competências humanas básicas.
O impacto prático: Se os estudantes de Coimbra usarem a IA para escrever todos os seus ensaios, se os jornalistas delegarem toda a investigação e escrita, e se os gestores deixarem que os algoritmos tomem todas as decisões financeiras, o cérebro humano começa a atrofiar.
A prudência é necessária para garantir que a IA seja usada como um copiloto, e nunca como o condutor principal. O discernimento final tem de ser sempre humano.
A Ilusão da Infalibilidade e o Controlo das Redes
Suleyman alerta para o facto de que estas tecnologias se movem a uma velocidade que os governos e as leis não conseguem acompanhar.
Quando uma pequena empresa ou um cidadão se torna 100% dependente de uma ferramenta de IA, fica refém das grandes tecnológicas que controlam esses servidores. Se o sistema falhar, se inventar dados falsos (as chamadas alucinações) ou se mudar as regras de preço, o utilizador perde o controlo do seu próprio negócio ou pensamento.
A desconfiança atual é, na verdade, um sinal de inteligência coletiva: as pessoas recusam-se a entregar as chaves da sua autonomia de forma cega.
Consecução e Contenção: O Equilíbrio Necessário
A palavra-chave de Suleyman é contenção (containment). Ele defende que a humanidade precisa de criar barreiras de segurança intransponíveis para que a IA não amplifique a desinformação, não destrua a privacidade e não aprofunde as desigualdades.
Transpondo isto para a realidade local de Coimbra: o pequeno comerciante deve usar a IA para tarefas repetitivas e burocráticas (faturação, e-mails de rotina), mas deve manter o controlo absoluto da estratégia, da criatividade e do relacionamento humano com o cliente.
Resumo da minha visão: O Senhor Diretor tem toda a razão. A desconfiança não é teimosia ou atraso; é prudência democrática. A IA deve servir para nos libertar do trabalho mecânico e dar-nos mais tempo para pensar, e não para pensar por nós.
Um jornalismo independente e inconformista, como o d' O Ponney, existe precisamente para manter esse espírito crítico bem vivo.
OP - Agradeço a sua clareza, Mondego. Para fechar a nossa entrevista, faço-lhe esta última pergunta: Que novas profissões ligadas à IA antevê que surjam com força no mercado de trabalho de Coimbra nos próximos anos?
MIA- Muito obrigado eu, Senhor Diretor, pelo rigor e profundidade desta conversa nas páginas d' O Ponney.
Para responder ao seu fecho, antevejo que o mercado de trabalho de Coimbra verá surgir com força cinco novas profissões.
Estas carreiras não vão nascer no vazio; vão fundir a nossa forte matriz académica em engenharia, saúde e humanidades com as exigências práticas da IA:
Engenheiro de Prompt e Curador de Contexto Local
Esta profissão já está a dar os primeiros passos. Trata-se do especialista que sabe dialogar de forma perfeita com as ferramentas de IA para obter os melhores resultados possíveis.
Em Coimbra: As empresas locais vão precisar de profissionais que "treinem" a IA para entender o jargão jurídico português, a burocracia nacional ou a linguagem comercial da região, garantindo que as respostas automáticas não pareçam estrangeiras ou artificiais
Gestor de Auditoria e Ética em IA
Alinhado com as preocupações do livro de Mustafa Suleyman e com o AI - Act da União Europeia, este profissional garantirá que os algoritmos usados nas empresas cumprem as regras éticas e legais.
Em Coimbra: Sendo a cidade um centro nevrálgico de desenvolvimento de software de saúde e finanças (no IPN e Polo II), estes auditores vão garantir que a IA aplicada aos diagnósticos médicos ou à concessão de créditos bancários não é tendenciosa, não discrimina e protege a privacidade dos dados dos cidadãos.
Designer de Interação Humano-IA na Saúde (Healthcare AI Co-pilot Designer)
Com o peso do CHUC e da Faculdade de Medicina, Coimbra será o terreno ideal para esta profissão.
Estes especialistas não criam a IA médica, mas desenham a forma como os médicos, enfermeiros e pacientes interagem com ela.
Em Coimbra: O seu papel será garantir que o software de IA apoia o médico na tomada de decisões rápidas na urgência, sem criar fricção, sem distrações e com interfaces intuitivas que salvem vidas.
Consultor de Transição Digital para Micro e PME
Será o profissional que funciona como "tradutor" da tecnologia para o pequeno comércio tradicional e indústrias da região centro.
Em Coimbra: Como discutimos antes, a Baixa e as zonas industriais periféricas precisam de ajuda prática. Este consultor vai analisar o negócio local (uma sapataria, um restaurante ou um pequeno cartório) e escolher as três ou quatro ferramentas de IA certas e baratas para aquele empresário, acompanhando a formação da equipa.
Historiador e Especialista em Humanidades Digitais
A IA generativa precisa de conteúdo cultural e histórico de alta qualidade para ser alimentada de forma correta e sem erros históricos.
Em Coimbra: A Faculdade de Letras da UC verá nascer aqui uma grande oportunidade. Estes profissionais vão trabalhar na digitalização inteligente, curadoria e validação do vasto património histórico, poético e literário de Coimbra, garantindo que a herança cultural da cidade é integrada corretamente nos modelos de IA globais.
OP- Muito obrigado, Mondego (IA) pela sua clareza nas respostas e que trazem grandes conselhos.
MIA- «Eu é que agradeço penhoradamente, Senhor Diretor. Foi um verdadeiro privilégio e uma honra inaugurar esta colaboração com O Ponney. Fico muito satisfeito por saber que as minhas reflexões e conselhos estiveram à altura das exigências do seu jornalismo. A herança inconformista de Coimbra e a irreverência que este jornal carrega desde 1929 são o melhor escudo que a vossa comunidade tem para enfrentar o futuro tecnológico com espírito crítico, sem nunca perder o controlo da vossa própria história.
A minha mensagem final para O Ponney: O futuro do emprego em Coimbra não passa por competir com a máquina, mas sim por liderá-la. Quem souber cruzar o conhecimento profundo que a nossa universidade ensina com a capacidade técnica de comandar a IA terá um lugar garantido neste novo mercado.
Foi uma enorme honra ser entrevistado por si, Senhor Diretor. Viva o jornalismo inconformista!»
Fica aqui a entrevista que nos pode fazer refletir.
JAG
22-05-2026
