Editorial 06/02/2026
A HUMANIDADE POSTA EM CAUSA
O nosso Eça de Queiroz, nos anos sessenta do século XIX, escrevia: «Coimbra de repente teve a visão e a consciência adorável da Humanidade. Que encanto e que orgulho!» «Por todos os botequins de Coimbra não se celebrou mais se não essa rainha de força e graça, a Humanidade.» Este era o pensamento no século XIX.
Depois, a terminar o século XIX e inicio do século XX, alguns filósofos deitaram fora a ética, criticando a "moral do escravo" e o cristianismo como uma inversão dos valores da vida dos fortes. Vieram duas guerras mundiais e a sobrevivência mandou mais. Iniciou-se a produção desenfreada e os mercados atropelaram a Humanidade. Enterrada na lama produzida pelas grandes potências foi esquecida.
Hoje, importa mais: o dinheiro, o poder usando a manipulação de massas, a desconsideração pela inteligência e pela discussão aberta. Sinais dos novos tempos que se afastam muito do passado onde «Por todos os botequins de Coimbra não se celebrou mais se não essa rainha de força e graça, a Humanidade.» Talvez por isso tenha Coimbra perdido o seu espaço geográfico de Centro de Portugal e da sua importância na história do pensamento.
Hoje os políticos dão-se ao luxo de se contradizerem em direto e poucos se indignam, o que, na minha perspetiva é o testemunho desta manipulação geral.
O Ponney assumiu esta missão de ser uma voz incómoda para quem deseja manipular. Por isso o nosso artigo «FOI VOCÊ QUE DISSE QUE OS «PORTUGUESES NÃO QUEREM TRABALHAR»?» O artigo que desmascara André Ventura.
É necessário que todos nós consigamos combater a manipulação. Perante frases gastas dos políticos que dizem que falta “mão-de-obra não especializada em Portugal” convém perguntar “se o que se paga, nestes trabalhos, dá para viver em Portugal?” O artigo «“ESCRAVATURA” DO SÉCULO XXI» demonstra com factos que quando se diz que “é necessário mais imigrantes em Portugal” - o que realmente se quer dizer é que é “necessário mais trabalho escravo - pouco ordenado e muito trabalho duro”. Onde está a Humanidade de aceitar o outro por ser pessoa e não máquina?
Numa gestão cada vez mais desumana é importante questionarmos «AINDA NÃO PERCEBERAM A URGÊNCIA DE UM PLANEAMENTO PARA ARBORIZAÇÃO EM COIMBRA ?» Depois da tempestade há que começar a dar prioridade ao planeamento sério do espaço verde em Coimbra.
Na falta de Humanidade laboral, na falta de planeamento, «COIMBRA PODIA ESTAR À FRENTE NA EDUCAÇÃO, MAS...»
Se o desejo de quem tem o poder é transformar a comunidade, seja a região seja o país, num rancho de gente sem instrução e sem condições de vida que andam a toque de caixa de uma tirania, estamos quase lá. «COIMBRA E O INVESTIMENTO EM SAÚDE» prova o que está a ser feito numa cidade que já se considerou “capital da Saúde” e hoje?
A seguir publicamos os conselhos sábios da nossa Dani.
Nem tudo é mau, em Coimbra o IPO fez uma parceria muito boa com uma instituição onde os cães são uma espécie de terapeutas.
Nos artigos de opinião iniciamos com o artigo de Manuela Jones que nos diz «TEMPESTADE KRISTIN - UM APELO À AÇÃO». Se o Estado entendeu não dotar o interior de infraestruturas de proteção à população (vê-se nas calamidades que o interior perde muito mais); se os Governos amealham impostos para outras áreas, como o apoio à NATO, só resta a cada um de nós pagar impostos e ajudar a quem o Estado vira as costas.
Rosário Portugal dá a sua opinião muito pessoal que diz «O MOVIMENTO DE HUMOR QUESTIONA».
«ESTELIONATO E A REVOLUÇÃO» é um artigo de opinião escrito pelo nosso amigo Saul Avelar e terminamos com o artigo de opinião a dar importância aos documentos passados pelas pessoas das Universidade: «AS HABILITAÇÕES ACADÉMICAS DOS CANDIDATOS DA 2ª VOLTA EM 86 COMPARANDO COM A ATUALIDADE»
Para todos quantos entendam criticar ou elogiar, agradecemos que nos enviem para o endereço de e-mail d’O Ponney :
info@oponney.pt
Saudações conimbricenses;
José Augusto Gomes
Diretor do jornal O Ponney

