OS CROMOS DA NOSSA POLÍTICA

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 Na nossa política, a caseira, a de cá, a deste País, anda uma quantidade apreciável de cromos colados à política.

Nunca se despegaram.

Alaparam-se.

Muitos já vão fazer 40 anos de políticos.

Outra parte já vai fazer mais de 25 anos.

Até nos Sindicatos os mandantes estão lá, faz para cima de 15 anos.

A vida, na política, afinal não cansa e até regenera.

A vida na política, afinal convida muitas centenas de centenas de pessoas e de figuras, desde deputados, passando pelas autarquias, até lugares de escolha partidária, a fazerem vida disso.

As regalias são boas, os ordenados com as alcavalas que se lhe agarram melhor ainda, as benesses mais chamam, as valetes dos negócios um cheirinho para nunca deixar cair o convite e as subvenções futuras um rebuçado que não se pode atirar fora.

Mais de quarenta anos depois, de se ter apregoado a democracia, a política continua igual a ela própria...

Criticou-se o passado, mas não se redescobriu as virtualidades de um novo futuro que queríamos para todos.

Os cromos da política não se despegam nem se despedem.

Eternizam-se.

Aquecem lugares.

Petrificam-se nas cadeiras dos poderes...

Até um ou outro muda de poiso para acharmos que voou e não voltou.

Por isso, sou favorável a uma Nova Democracia.

Que venha, mas que não tarde para a conseguir saudar, em tempo útil e de vida.

Já não estou para aturar mais este mudar de gente nas cadeiras, topando-lhe as mesmas caras...

Desatino com isso.

Imagem - Observador

António Barreiros