Editorial 16/01/2026
PORTUGUESES
Neste momento de campanha eleitoral muito se fala de Portugal sem que os candidatos a Presidente da República, na sua maioria, saibam o que é ser português.
Mas afinal o que é ser português?
Começo com o que não é: definitivamente não é ser “portuguesinho” que se orgulha de Portugal apenas nos mundiais de futebol (como Marcelo Rebelo de Sousa); nem do “portuga” que quer expulsar os imigrantes sem perceber que os portugueses são verdadeiros “caldeirões de muitas culturas” (como André Ventura); nem do tuga que aceita a nacionalidade como fatalidade e que ambiciona a internacionalidade (independentemente do que isso representa).
O português tem a paciência do tamanho da História e escolhe Portugal com a consciência de não necessitar de menosprezar outros países para prezar Portugal; nem sequer precisa de prezar o seu para ter uma visão clara da sua História e Cultura. Reconhece, na História, o que ela tem de bom, de menos bom e até de mal.
Sabe que Portugal é muito mais do que o território. Sabe e defende que Portugal se deve juntar a todos quantos partilham o português nas suas diversas formas de falar.
O português sabe que a melhor solução para Portugal é juntar os que falam português numa comunidade forte porque o todo vale mais do que as partes, sem, com isso não virar as costas à Europa.
Mas infelizmente, os governantes e os que agora se candidatam à Presidência da República, demonstram não ser portugueses. Uns são portuguesinhos, outros portugas e outros tugas. Nenhum revela ser português. Pois enquanto se engalfinham em partidarites e sondagens que têm mais de propagada do que de informação a União Europeia faz acordo com Mercosul, com o Brasil à frente, e Portugal fora das negociações.
O artigo «GOVERNO SEM “MENTALIDADE À RONALDO” NO ACORDO MERCOSUL» revela o que vai acontecer depois de amanhã ser assinado o acordo, enquanto o Primeiro-ministro, Montenegro, pede que os portugueses tenham “atitudes à Ronaldo”, mas nem sequer se sentou à mesa das negociação na Europa, onde o Brasil tem a maior força.
É muito triste vermos passar o carnaval quando nos fazem o funeral.
Num sentido de governação denunciamos que em Coimbra os «DESFAVORECIDOS FAZEM DIETA AOS SÁBADOS».
Talvez porque os “portugesinhos”, os “portugas” e os “tugas” andam a tentar adormecer os portugueses é que os cartoons começam a desaparecer dos jornais. O artigo «CARTOONS SÃO A MAIOR ARMA CONTRA O TOTALITARISMO» lembra a força que o poder deseja calar.
O Ponney será sempre o jornal que não engraxa quem tem o poder e por isso defendemos a liberdade de expressão. Neste contexto trazemos novamente um problema por resolver em Coimbra «AINDA A QUESTÃO DA HABITAÇÃO SOCIAL EM COIMBRA».
Com tantas injustiças laborais e a tentativa deste executivo nacional de tentar espremer ainda mais quem trabalha vale a pena fazer a pergunta: «FALTA MÃO-DE-OBRA EM PORTUGAL?»
Depois temos a Dani a explicar por desenho porque vale a pena optarmos pela Alimentação mediterrânica.
Os artigos de opinião abrem com uma denúncia da nossa sempre presente colaboradora, Manuela Jones, que nos traz um caso bem real de uma pessoa que prova que as faltas de condições na saúde são reais.
O artigo de Rosário Portugal traz-nos a questão das presidenciais, entre as sondagens-propaganda e as trocas e baldrocas dos candidatos.
Fechamos os artigos de opinião com o texto do historiador, Paulo Freitas do Amaral, que nos lembra a segunda volta das Presidenciais entre Mário Soares e Freitas do Amaral.
Outros artigos sustentam o nosso O Ponney.
Desejo, a todos, bons momentos de reflexão para os leitores que beneficiam de um jornal completamente isento e feito com o trabalho de quem o faz a “vestir a camisola”.
Agradecemos que partilhem as notícias de O Ponney para nos ajudarem ao seu conhecimento.
José Augusto Gomes
Diretor do jornal O Ponney

