Editorial 09/01/2026
QUAL O FUTURO INICIADO NESTE NOVO ANO DE 2026?
O mistério sobre o que está para vir sempre intrigou a humanidade e é esse um dos segredos para o desenvolvimento da inteligência humana. Que nos distingue de todos os animais e da “inteligência” artificial, é o facto de pensarmos no mistério do advir.
Não é o devir imediato no tempo. É o mistério do que está para além do que nos mostra o imediato presente. É o mistério que desejamos resolver. Mas haverá um segredo para espreitar o advir?
Há uma história que liga o nome feminino ‘Cecília’, que é derivado do termo "caecus", significando "cego" em latim, pois este nome é associado à imagem de uma pessoa que enxerga além do óbvio, uma visão além da visão física. E que previa o que iria acontecer, mas era sempre mal interpretada.
O ano começou com o anúncio da invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e pelo rapto do ditador Maduro. A polémica instalou-se. Uns defendem que o presidente Trump fez muito bem em libertar os venezuelanos da ditadura de Maduro, outros acusam os crentes, de adjetivarem Trump de “salvador da democracia”, com um pensamento da mais absoluta cegueira. Outros ainda provocam os que acreditam nas boas intenções de Trump para libertarem também a Rússia e a China, coisa que obviamente os EUA nunca irão fazer. A libertação dos povos das ditaduras resumem-se aos países com pouca força económica, sem o armamento necessário para fazerem frente às tropas dos EUA e que tenham riqueza suficiente para poderem ser roubados.
O facto é que o Artigo 2 no parágrafo 4 da Carta das Nações Unidas, assinado pela maioria dos países (incluindo os EUA) que impede qualquer país de ingerência. A História ensina-nos o que acontece a partir de uma invasão de um país pelo outro.
O passado dá-nos o material para espreitarmos o futuro, mas sem um tipo de interpretação que nos agrade mais, ou seja sem “puxarmos a brasa à nossa sardinha”. Que é como quem diz, sem procurarmos apenas o que nos interessa individualmente. Experimentem usar este segredo e o futuro será revelado de uma forma mais clara do que o dos adivinhos, dado que o processo é mais lógico.
Também iniciamos o ano de 2026 a escolher o próximo presidente da República que é costume ser escolhido um presidente que contrabalance com o Governo. Normalmente o presidente da República é sempre alguém que deve ser moderado (nem revolucionário nem apenas um submisso às regras), mas com uma força tranquila e segura para questionar as posições do Governo. Isto é uma espécie de “contrapeso”.
Tentar a lógica não custa!
Iniciamos, assim, com o artigo que nos dá elementos para percebermos que entre a propaganda e a realidade ficam sempre muitos milhões de euros. O artigo tem o título «BICAS E BICADAS EM COIMBRA».
O artigo seguinte liga-nos a uma realidade sobre um problema que tem transitado de ano para ano, de governo para governo deste a Esquerda até à Direita, que é a questão da habitação. O ano não começa com a resolução do problema, mas antes com o agravar do problema sobre «FALTA DE HABITAÇÃO EM PORTUGAL - TERCEIRA VERSÃO». Talvez seja importante uma maior intervenção dos cidadãos sem apegos partidários.
E se as coisas não estão bem é altura para exercermos o nosso direito à liberdade de opinião. Numa tónica mais abranjante é importante revermos as questões de sustentabilidade e os seus custos no artigo «ELÉTRICOS E TRANSFORMERS CHINESES». Uma reflexão importante.
Talvez uma falta de intervenção maior dos cidadãos portugueses nos levem a «CONTAS MAIS ALTAS NESTE ANO DE 2026» O custo de vida aumenta este ano.
Em Coimbra já começa a ser hilariante os visíveis problemas dos transportes. O artigo «METRO AUTOCARRO E MOVE-C» traz ao de cima erros que devem ser corrigidos e não desculpados.
Temos a honra de apresentar o esclarecimento sobre os sinos da torre da Universidade de Coimbra. O esclarecimento foi feito pelo Senhor José Paulo Soares.
O artigo de Manuela Jones «VOTOS DE UM FELIZ ANO NOVO 2026» partilha uma boa experiência.
Com uma visão da comunidade o artigo escrito por Sancho Antunes «NOS TRANSPORTES PÚBLICOS NÃO HÁ “ELES” E “NÓS”!» Um artigo para entendermos um pouco mais sobre a questão dos transportes.
Saúl Abrantes traz-nos «O TEATRO NA MUDANÇA DE ANO» uma visão diferente da passagem de ano.
Adriano Ferreira traz-nos o artigo de opinião sobre a «HOMENAGEM SIMBÓLICA, DE FAMILIARES DE COIMBRA, PARA COM O CIENTISTA 'FÍSICO' NUNO LOUREIRO?»
Com o maior envolvimento de todos, neste 2026, aumentaremos a esperança de maior dignidade para Portugal - é o meu desejo para todos: Por favor, mais envolvimento na política não partidária!
José Augusto Gomes
Diretor do jornal O Ponney

