O PIB QUE TEIMA EM NÃO SAIR DO GRÁFICO

Se há coisa que aprendemos com a macroeconomia moderna é que os gráficos são lugares lindíssimos para se viver. Têm linhas ascendentes, setas vermelhas cheias de energia e uma estabilidade financeira que nenhum cidadão comum alguma vez experimentará na conta bancária.
Esta semana, a tira do nosso criativo José Augusto Gomes (JAG) coloca o dedo na ferida (e na carteira): o Produto Interno Bruto cresceu 2,5%, o país está oficialmente "mais rico", mas o dinheiro continua retido no gráfico da apresentação.
Cientistas económicos continuam a tentar descobrir como transportar essa riqueza das linhas de tinta para os corredores dos hospitais ou para os manuais escolares. Até lá, resta-nos o consolo de saber que, se a nossa conta bancária não cresce, pelo menos o jacaré do gráfico está a ter um excelente trimestre. Alguém que mude o ordenado mínimo para "formato vetorial", por favor.
Malta de O Ponney em dia de trabalho.
